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'Vamos te encontrar': EUA recorre a anúncios publicitários para expulsar migrantes
"Vamos te encontrar e te deportar. Você nunca retornará", mas, "se você for embora agora", poderá voltar. Esta é a mensagem que o governo de Donald Trump transmite nos Estados Unidos e no exterior por meio de anúncios publicitários, uma estratégia de eficácia duvidosa.
O presidente republicano implementou um plano de expulsão em massa de migrantes em situação irregular porque acredita que eles "envenenam o sangue" do país.
Para isso, Trump mobilizou seu gabinete e assinou uma série de decretos.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) acompanha a ofensiva com uma campanha publicitária a nível nacional e internacional, em rádio, televisão, mídias digitais e redes sociais.
"O presidente Trump tem uma mensagem clara para aqueles que estão em nosso país ilegalmente: vá embora agora. Se não fizer isso, encontraremos você e o deportaremos. Você nunca retornará", diz a secretária do DHS, Kristi Noem, em um vídeo.
"Se você for embora agora, poderá ter a chance de voltar (...) e viver o sonho americano", acrescenta, insistindo que os migrantes que entram sem visto estão ferindo a lei.
"Entrar ilegalmente neste país é um crime" e "as cidades santuário são um santuário para criminosos", estimou neste fim de semana Tom Homan, nomeado czar da fronteira por Trump, referindo-se aos municípios que protegem os migrantes em situação irregular.
"Em menos de um mês, as travessias ilegais caíram 95%" e "mais de 21.000 pessoas" foram detidas no país desde 20 de janeiro, acrescentou durante uma convenção conservadora.
O objetivo dos anúncios é "atingir os migrantes ilegais", informou neste mês o DHS.
Há alguns meses, o governador republicano do Texas, Greg Abbott, lançou uma campanha de outdoors em El Salvador, Guatemala, Honduras e México em vários idiomas para desencorajar a imigração ilegal em seu estado, no sul do território americano.
"Quanto você pagou para que estuprem sua filha? Muitas meninas são estupradas pelos coiotes", diz um deles.
Vários países promovem campanhas de advertência para os migrantes há décadas.
Segundo um relatório do programa europeu de pesquisa "Bridges", a UE gastou dezenas de milhões de euros desde 2015 em quase 130 campanhas de informação.
O México e países da América Central e do Sul também recorreram a essas campanhas.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem promovido a campanha "Migrantes como Mensageiros" em vários países africanos, uma campanha financiada pelos Países Baixos.
Outras vezes, as campanhas são impulsionadas por ONGs ou agências como a Unicef, focando em uma parte da população, como crianças e jovens.
- Objetivo duplo -
A pergunta é: são eficazes?
Faltam estudos rigorosos sobre seu impacto, e os poucos que existem sobre as repercussões das campanhas promovidas pela União Europeia na África são atenuados.
No The Conversation, uma plataforma digital independente que analisa a atualidade por meio de artigos de pesquisadores e professores universitários, Antoine Pécoud e Mélodie Beaujeu citam um estudo da OIM de 2018.
O relatório "indicou que as campanhas são difíceis de avaliar porque têm um duplo objetivo: reduzir a imigração irregular, mas também fornecer informações", afirmam.
"Às vezes, só se alcança um dos dois objetivos: em 2023, um estudo dedicado à campanha 'Migrantes como Mensageiros' da OIM mostrou que (...) aumentou o nível de informação, mas não conseguiu reduzir as saídas", acrescentam.
Um relatório do Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo (Prio), com base em dados de 13.000 jovens de 10 países da África e da Ásia, revelou que esse tipo de campanha raramente é eficaz e, às vezes, tende a aumentar o desejo de migrar.
"O surpreendente (...) é que, apesar do crescente investimento nelas, ainda se sabe pouco sobre seu impacto e eficácia", afirma Nicolás Caso, coautor do estudo.
Existem duas possíveis explicações. Em primeiro lugar, a superexposição a temas migratórios pode fazer com que as pessoas vejam isso como uma saída, e em segundo lugar, o fato de os candidatos à migração estarem mais informados não significa que mudem seus planos ou atitudes, aponta o estudo.
C.Peyronnet--CPN