
-
Chile retoma energia elétrica em 90% das residências após apagão
-
Coquetéis inspirados no México vão ser servidos na noite do Oscar
-
Apagão faz Chile decretar estado de exceção e toque de recolher
-
Economia argentina recua 1,8% no primeiro ano do governo Milei
-
Trilhos são pintados de branco em SP para evitar acidentes devido ao calor
-
Suprema Corte dos EUA ordena novo julgamento para condenado à morte em Oklahoma
-
Trilhos são pintados de branco em São Paulo para evitar deformação devido ao calor
-
Britânico é preso após morar na Tailândia por 25 anos sem visto, um recorde
-
Boom da literatura latino-americana revive nos streamings
-
Trânsito anárquico faz mortes dispararem nas ruas da Venezuela
-
Terapia com botos ajuda jovens com deficiência
-
Premier britânico viaja a Washington para tentar aproximar Trump e Europa
-
Vídeo falso de Trump chupando os dedos dos pés de Musk gera investigação
-
Galatasaray acusa Mourinho de 'comentários racistas' após clássico
-
Tesla lança na China funções avançadas de direção autônoma
-
Bahrein EDB atrai mais de US$ 380 milhões em compromissos de investimento de Cingapura
-
SpaceX prepara para sexta-feira novo voo de teste do Starship
-
Starbucks vai cortar 1.100 empregos devido a queda nas vendas
-
Sheinbaum espera chegar a acordo com Trump sobre tarifas na sexta-feira
-
Apple anuncia investimentos de US$ 500 bi nos EUA em quatro anos
-
Ex-cirurgião francês admite 'grande maioria dos fatos' em julgamento por estupros contra pacientes
-
Tarifas de Trump abalam centro industrial da China
-
IA abre novas opções para a moda e para os modelos
-
Chefe da ONU diz que retrocessos na verificação de informações abrem a porta para mais ódio
-
Favorito ao Oscar, 'Anora' reflete fielmente o trabalho sexual
-
Grupo chinês Alibaba anuncia investimento de mais de US$ 50 bilhões em IA
-
Explosão de granada do período da guerra civil no Camboja mata duas crianças
-
Milei se reúne com Trump e aceita reciprocidade de tarifas
-
Milei aprova reciprocidade de tarifas defendida por Trump
-
Gisèle Pelicot incluída entre as mulheres do ano da revista Time
-
Algas tingem praias da Argentina de vermelho
-
Cuba liga primeiro parque fotovoltaico para combater escassez elétrica
-
Como um mosteiro 'esquecido' no norte dos EUA inspirou 'O Brutalista'
-
Professores na Venezuela: aprender a viver com salário pequeno
-
Mecanismo financeiro vinculado à crise do 'subprime' retorna à Europa
-
Meteorito revela a evolução inicial de Marte
-
Amazon assume controle criativo da franquia James Bond
-
Usuários semanais da OpenAI, criadora do ChatGPT, sobem 33% e chegam a 400 milhões
-
Reciprocidade de tarifas entre EUA e UE 'deve beneficiar ambos', diz comissário europeu
-
África do Sul inicia reunião de ministros do G20 com apelo ao 'multilateralismo'
-
Netflix anuncia investimento de US$ 1 bilhão no México
-
Polêmica na França pelo cancelamento de concessão de TV
-
Rubiales é condenado a pagar 10.800 euros por beijo forçado em Jenni Hermoso
-
Coppelia, a 'meca' do sorvete em Cuba que desafia a crise e a oferta privada
-
Detox digital nas noites londrinas sem celular
-
Trem colide com grupo de elefantes e descarrila no Sri Lanka
-
Reach garante investimento para acelerar sua expansão e impulsionar o crescimento de empresas comerciais
-
Colômbia fecha postos de gasolina na fronteira com Venezuela por suspeitas de desvio para tráfico
-
UE apresenta sua 'visão' para a agricultura, com normas mais severas para importação de alimentos
-
Conservadores alemães lideram pesquisas em campanha eleitoral ofuscada pela extrema direita

Suprema Corte põe fim a ação afirmativa nas universidades dos EUA
A Suprema Corte dos Estados Unidos encerrou, nesta quinta-feira (29), os programas de ação afirmativa nas universidades, em uma decisão histórica um ano após o revés no direito ao aborto.
Os seis juízes conservadores da Corte decidiram, ao contrário dos três progressistas, que os procedimentos de admissão nos campi universitários com base na cor da pele ou na origem étnica dos candidatos são inconstitucionais.
"O aluno deve ser tratado com base em suas experiências como indivíduo, não com base em sua raça", fundamentou o juiz John Roberts.
Para os magistrados conservadores, as universidades são livres para considerar a experiência pessoal de um candidato, por exemplo, se ele sofreu racismo, ao avaliar seu pedido frente aos de outros mais qualificados academicamente.
Mas decidir principalmente com base em se ele é negro ou branco não é permitido, é em si discriminação racial, asseguraram. "Nossa história constitucional não tolera essa opção", acrescentou Roberts.
Após o movimento pelos direitos civis nos anos 1960, várias universidades com seleções muito rigorosas introduziram critérios raciais e étnicos em seus processos de admissão para corrigir as desigualdades decorrentes do passado segregacionista dos Estados Unidos.
Essa política, conhecida como "ação afirmativa", que permitiu aumentar a proporção de estudantes negros, de origem hispânica e indígenas americanos nas salas de aula, tem sido alvo de críticas nos círculos conservadores, que a consideram pouco transparente e racista.
A Suprema Corte decidiu contra a ação afirmativa em várias ocasiões desde 1978, mas sempre autorizou as universidades a levar em conta critérios raciais, entre outros.
Até agora, considerava "legítima" a busca por maior diversidade nos campi, mesmo que isso violasse o princípio da igualdade entre todos os americanos.
Nesta quinta-feira, o tribunal mudou completamente sua percepção, como já havia feito em 24 de junho de 2022, ao anular o direito federal ao aborto, que era garantido desde 1973.
Em reação à medida, o presidente americano, Joe Biden, disse discordar "fortemente" da decisão da Suprema Corte de vetar o uso de critérios de raça e etnicidade nas decisões sobre admissão em universidades.
"A discriminação ainda existe nos Estados Unidos", destacou Biden. "A decisão de hoje não muda isso. É um simples fato que, se um aluno teve de superar adversidades em seu caminho para a educação, as universidades devem reconhecer e valorizar isso", insistiu.
- Críticas dos democratas -
A mudança foi aplaudida pela direita.
"Esse é um grande dia para os Estados Unidos". "Vamos voltar a tudo baseado no mérito e assim é que deve ser", escreveu em sua rede social - a Truth Social - o ex-presidente republicano Donald Trump (2017-2021), que durante seu mandato inclinou a composição da corte claramente para a direita.
O líder democrata no Senado, Chuck Summer, disse que a decisão "põe um obstáculo gigantesco no caminho para uma maior justiça racial".
Mais comedido, Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, destacou que "a ação afirmativa nunca foi uma resposta completa à necessidade de construir uma sociedade mais justa". Mas "nos deu a oportunidade de demonstrar que merecíamos algo mais que um lugar na mesa", acrescentou no Twitter.
As críticas mais duras vieram de dentro do próprio tribunal, da boca dos três juízes progressistas, que discordam profundamente da decisão.
O tribunal está "revertendo décadas de jurisprudência e imenso progresso", escreveu a juíza Sonia Sotomayor.
"Ao fazer isso, o tribunal consolida uma norma superficial" de indiferença à cor da pele "como um princípio constitucional em uma sociedade endemicamente segregada", escreveu.
Ainda que se autorize as universidades a levar em conta as "experiências pessoais" dos solicitantes, a juíza considerou que a medida é de fachada.
- Apple, Google -
Um ativista neoconservador, Edward Blum, liderou uma associação chamada "Estudantes por uma Admissão Justa" (Students for Fair Admission) e as acusou de discriminar estudantes asiáticos.
Ele argumentou que os estudantes asiáticos, cujos resultados acadêmicos estão bem acima da média, seriam mais numerosos nos campi universitários se seu desempenho fosse o único critério de seleção.
Depois de várias derrotas na Justiça, ele recorreu à Suprema Corte, que, ironicamente, nunca foi tão diversa como agora, com dois ministros negros e um hispânico.
Mas conta com seis juízes conservadores de um total de nove, entre eles o afro-americano Clarence Thomas, crítico dos programas de ação afirmativa de que se beneficiou para estudar na prestigiada Universidade de Yale.
A administração democrata defendeu, em vão, o status quo.
Na mesma linha, grandes empresas como Apple, General Motors, Accenture e Starbucks enfatizaram que "ter uma mão de obra diversificada melhora o desempenho" e que "dependem das escolas do país para formar seus futuros funcionários".
O.Ignatyev--CPN