
-
Mbappé ganha estátua no museu de cera Madame Tussauds de Londres
-
Comunidade corre contra o tempo para salvar macacos cercados por desmatamento e usina no Brasil
-
Cientistas realizam necrópsia em Yana, uma filhote de mamute de 130.000 anos
-
Trump apresenta primeiro visto 'gold card' de US$ 5 milhões
-
Modelo original de "E.T.: O Extraterrestre" fica sem comprador em leilão
-
Tom Cruise presta homenagem ao 'querido amigo' Val Kilmer
-
Cálculos comerciais de Trump deixam economistas desconcertados
-
Maradona por vezes 'resistia' a receber atendimento médico, diz uma de suas irmãs
-
Stellantis suspende parcialmente sua produção em Canadá e México
-
Guerra comercial de Trump pode reavivar risco de inflação, alerta BCE
-
Bolsas, petróleo e dólar operam em queda após ofensiva comercial dos EUA
-
Asteroide que ameaçava atingir a Terra agora pode impactar a Lua
-
Bayer é acionada na Justiça francesa por suposto vínculo de glifosato com malformações
-
Parceiros comerciais dos EUA pedem diálogo após ofensiva protecionista de Trump
-
Bolsas operam em queda após ofensiva comercial dos EUA
-
IA poderia impactar 40% dos empregos em todo o mundo, segundo a ONU
-
Professor soterrado por terremoto em Mianmar bebeu urina para sobreviver
-
'Quanto dos sonhos de uma mulher são realmente seus?', reflete a escritora Chimamanda Ngozi Adichie
-
UE promete responder às tarifas dos EUA, mas deixa mão estendida para negociar
-
Trump declara guerra comercial e deixa a economia mundial em cenário de incerteza
-
Copa do Mundo feminina deve ser disputada nos EUA em 2031 e no Reino Unido em 2035, diz Infantino
-
Bolsas operam em queda após ofensiva comercial de Trump
-
Trump mira em China e Europa em sua guerra tarifária mundial
-
Rubio viaja à Europa enquanto aumentam as tensões transatlânticas
-
Câmara dos Deputados aprova projeto de retaliação tarifária em resposta a Trump
-
Vendas mundiais da Tesla caem, arrastadas por papel de Musk no governo Trump
-
Trump anuncia novas tarifas no 'Dia da Libertação' dos EUA
-
Tesla sobe em Wall Street após artigo sobre saída de Musk do governo Trump
-
Vendas mundiais da Tesla caem 13% no primeiro trimestre
-
Médicos criam marcapasso menor que um grão de arroz
-
Val Kilmer, astro de 'Batman Eternamente' e 'Top Gun', morre aos 65 anos
-
Gari resgata bebê no meio do lixo no Rio de Janeiro
-
Juiz suspende plano de Trump de revogar status de proteção de venezuelanos
-
Milhares de húngaros protestam contra lei que proíbe parada do Orgulho
-
Departamento de Saúde dos EUA inicia demissão de 10 mil trabalhadores
-
Mundo prepara resposta para as novas tarifas de Trump
-
Estreito de Taiwan, importante rota marítima e epicentro de tensões
-
Erupção de vulcão obriga evacuação de povoado pesqueiro na Islândia
-
A remota aldeia indígena de Raoni, um oásis de preservação na Amazônia
-
Cineasta Todd Haynes receberá Carruagem de Ouro em Cannes
-
Indústria siderúrgica da América Latina em apuros com as tarifas de Trump
-
Salão do relógio de Genebra abre suas portas preocupado com China e EUA
-
O 'trabalho nobre' dos crematórios budistas após o terremoto em Mianmar
-
Inflação mantém retrocesso na zona do euro, apesar do cenário de incertezas
-
Quando o apoio de dirigentes como Trump ou Milei repercute nas criptomoedas
-
SpaceX lança primeira missão tripulada para sobrevoar polos terrestres
-
Na 'Academia Hagi', o Maradona dos Cárpatos forma campeões romenos
-
'Íamos voltar', diz astronauta da Nasa que ficou 'presa' na ISS
-
Forte queda da pobreza na Argentina, que atingiu 38,1% da população no 2T de 2024
-
Gigante imobiliária chinesa Vanke reporta perdas anuais bilionárias

Ira estudantil nos EUA é alimentada 'pelo que veem nas redes como genocídio', diz historiador
Em meio à calma temporária que vive a Universidade de Columbia, em Nova York, após uma repressão policial, o professor de história do Oriente Médio Rashid Khalidi afirma que a ira dos estudantes é alimentada pelas imagens da guerra em Gaza que veem em seus celulares.
Alguns dos manifestantes que montaram acampamento no campus são ou foram alunos de Khalidi, 75 anos, homenageado na semana passada por sua aposentadoria diante de um público eclético entre estudantes e professores, alguns deles judeus.
Khalidi, cujo último livro sobre a Palestina tem sido um sucesso de vendas desde outubro, elogiou os estudantes que protestaram em um "movimento mundial de mudança", mas ao qual acredita não estar relacionado.
"Espero ter gerado algum impacto através da minha escrita, mas realmente não acredito que os estudantes estejam comprometendo suas carreiras por algo que escrevi", disse Khalidi à AFP.
"Acho que eles estão fazendo muito mais pelo que veem em seus telefones e nas redes sociais", disse ele.
"Há uma grande parte desta geração que sente este imperativo moral de se opor ao que veem nos seus telefones como um genocídio", explicou Khalidi, referindo-se à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza.
O acadêmico foi homenageado depois que a polícia entrou no campus, em 30 de abril, para desocupar um edifício onde manifestantes se reuniam e destruir o acampamento armado duas semanas antes.
Para alguns estudantes, os protestos foram intimidadores e se transformaram em antissemitismo e discurso de ódio, enquanto os manifestantes insistem que suas críticas são às ações do governo israelense em Gaza e que o antissionismo deve ser diferenciado do antissemitismo.
- "Os políticos não escutam" -
Na manhã seguinte à desocupação, Khalidi, acompanhado por outros professores, criticou duramente a intervenção policial em declarações amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Ele disse que a reitora de Columbia, Minouche Shafik, e outros funcionários da universidade "cairiam na infâmia", como a direção da Columbia em 1968, que chamou a polícia para reprimir os manifestantes contrários à Guerra do Vietnã, uma medida condenada por líderes estudantis.
Khalidi ingressou na Columbia em 2003, foi cofundador do Centro de Estudos Palestinos, inaugurado em 2010, e professor de Estudos Árabes Modernos. Também trabalhou na Universidade Americana de Beirute e na Universidade de Chicago, entre outras.
Aconselhou a delegação palestina na Conferência de Paz de Madri, em 1991, e é frequentemente requisitado pela imprensa para explicar o conflito sob o ponto de vista palestino.
Filho de um funcionário das Nações Unidas, Khalidi, nascido em Nova York, atribui seu desenvolvimento como pensador politicamente engajado aos antepassados.
Seu livro 'The Hundred Years War on Palestine: A History of Settler Colonialism and Resistance 1917-2017' (A Guerra dos Cem Anos na Palestina: Uma História do Colonialismo e Resistência dos Colonos 1917-2017, em tradução livre) alterna o relato de sua família com a história da Palestina.
O livro de 2020, que explodiu em vendas desde o ataques do Hamas em Israel, em 7 de outubro, foi aclamado como leitura obrigatória para a compreensão deste conflito de longa data, embora os críticos o considerem um relato seletivo que confunde Israel com as potências colonizadoras tradicionais.
Khalidi acredita que outras universidades demonstraram uma melhor gestão dos protestos, uma vez que os manifestantes terminaram seus protestos após obterem concessões da direção.
Uma das suas exigências é de que as universidades cortem seus laços econômicos com Israel e empresas que lucram com a guerra.
Mas na ausência de uma solução para a causa que motivou os protestos "porque os políticos não escutam", Khalidi prevê que os estudantes continuarão "criando problemas".
M.Anderson--CPN