
-
Trump apresenta primeiro visto 'gold card' de US$ 5 milhões
-
Modelo original de "E.T.: O Extraterrestre" fica sem comprador em leilão
-
Tom Cruise presta homenagem ao 'querido amigo' Val Kilmer
-
Cálculos comerciais de Trump deixam economistas desconcertados
-
Maradona por vezes 'resistia' a receber atendimento médico, diz uma de suas irmãs
-
Stellantis suspende parcialmente sua produção em Canadá e México
-
Guerra comercial de Trump pode reavivar risco de inflação, alerta BCE
-
Bolsas, petróleo e dólar operam em queda após ofensiva comercial dos EUA
-
Asteroide que ameaçava atingir a Terra agora pode impactar a Lua
-
Bayer é acionada na Justiça francesa por suposto vínculo de glifosato com malformações
-
Parceiros comerciais dos EUA pedem diálogo após ofensiva protecionista de Trump
-
Bolsas operam em queda após ofensiva comercial dos EUA
-
IA poderia impactar 40% dos empregos em todo o mundo, segundo a ONU
-
Professor soterrado por terremoto em Mianmar bebeu urina para sobreviver
-
'Quanto dos sonhos de uma mulher são realmente seus?', reflete a escritora Chimamanda Ngozi Adichie
-
UE promete responder às tarifas dos EUA, mas deixa mão estendida para negociar
-
Trump declara guerra comercial e deixa a economia mundial em cenário de incerteza
-
Copa do Mundo feminina deve ser disputada nos EUA em 2031 e no Reino Unido em 2035, diz Infantino
-
Bolsas operam em queda após ofensiva comercial de Trump
-
Trump mira em China e Europa em sua guerra tarifária mundial
-
Rubio viaja à Europa enquanto aumentam as tensões transatlânticas
-
Câmara dos Deputados aprova projeto de retaliação tarifária em resposta a Trump
-
Vendas mundiais da Tesla caem, arrastadas por papel de Musk no governo Trump
-
Trump anuncia novas tarifas no 'Dia da Libertação' dos EUA
-
Tesla sobe em Wall Street após artigo sobre saída de Musk do governo Trump
-
Vendas mundiais da Tesla caem 13% no primeiro trimestre
-
Médicos criam marcapasso menor que um grão de arroz
-
Val Kilmer, astro de 'Batman Eternamente' e 'Top Gun', morre aos 65 anos
-
Gari resgata bebê no meio do lixo no Rio de Janeiro
-
Juiz suspende plano de Trump de revogar status de proteção de venezuelanos
-
Milhares de húngaros protestam contra lei que proíbe parada do Orgulho
-
Departamento de Saúde dos EUA inicia demissão de 10 mil trabalhadores
-
Mundo prepara resposta para as novas tarifas de Trump
-
Estreito de Taiwan, importante rota marítima e epicentro de tensões
-
Erupção de vulcão obriga evacuação de povoado pesqueiro na Islândia
-
A remota aldeia indígena de Raoni, um oásis de preservação na Amazônia
-
Cineasta Todd Haynes receberá Carruagem de Ouro em Cannes
-
Indústria siderúrgica da América Latina em apuros com as tarifas de Trump
-
Salão do relógio de Genebra abre suas portas preocupado com China e EUA
-
O 'trabalho nobre' dos crematórios budistas após o terremoto em Mianmar
-
Inflação mantém retrocesso na zona do euro, apesar do cenário de incertezas
-
Quando o apoio de dirigentes como Trump ou Milei repercute nas criptomoedas
-
SpaceX lança primeira missão tripulada para sobrevoar polos terrestres
-
Na 'Academia Hagi', o Maradona dos Cárpatos forma campeões romenos
-
'Íamos voltar', diz astronauta da Nasa que ficou 'presa' na ISS
-
Forte queda da pobreza na Argentina, que atingiu 38,1% da população no 2T de 2024
-
Gigante imobiliária chinesa Vanke reporta perdas anuais bilionárias
-
O verdadeiro preço do ouro: agricultores e indígenas contra febre do garimpo no Paraguai
-
Tarifas alfandegárias, a arma econômica versátil de Trump
-
Trump acelera guerra do comércio mundial com tarifas 'recíprocas'

'Dizer ao mundo': sobreviventes do Holocausto confiam suas memórias à IA
As memórias de sobreviventes do Holocausto que lembraram nesta segunda-feira, em Nova York, o 80° aniversário da libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz, serão imortalizadas pela inteligência artificial (IA).
Os sobreviventes, que têm mais de 90 anos e vivem há décadas nos Estados Unidos, reuniram-se no Museum of Jewish Heritage (MJH), não muito longe de Ellis Island, porta de entrada no país de muitos dos que sobreviveram ao horror.
Enquanto acompanhavam pelas telas a cerimônia que marcou os 80 anos da libertação do campo, alguns deles não escondiam o medo causado pelo retorno "do ódio" e do antissemitismo.
"Conseguimos. Setenta e cinco anos depois, estou aqui nos Estados Unidos e refizemos nossas vidas", diz Toby Levy, nascida em 1933, perto de Lviv, então Polônia e hoje Ucrânia. Quando criança, ela se escondeu com a família nos guetos da Polônia, antes de eles serem libertados pelo Exército Vermelho soviético, em 1944.
Toby chegou a Nova Orleans em 1949, antes de escolher Nova York, cidade multicultural construída por ondas sucessivas de imigrantes. Seu depoimento, assim como o de outros nove sobreviventes do Holocausto que vivem há mais de 70 anos nos Estados Unidos, será imortalizado pela IA, explicou à AFP Mike Jones, pai desse projeto tecnológico inédito, realizado em colaboração com o MJH e as bibliotecas da Universidade do Sul da Califórnia (USC).
As respostas de Toby a perguntas sobre a sua infância antes de seu país ser invadido pela Alemanha nazista, sobre a sua sobrevivência nos campos de extermínio, sobre a sua libertação e sua vida nos Estados Unidos foram registradas em vídeo e texto em uma base de dados. Os visitantes do museu ou do site da instituição podem fazer perguntas, e os sobreviventes responderão de maneira interativa, segundo frases pré-gravadas.
"Independentemente de quem estiver no poder nos Estados Unidos, da retórica antissemita, as memórias e experiências dos sobreviventes são, fundamentalmente, atemporais", ressaltou Mike Jones.
- Atrocidades -
São "histórias de seres humanos que cometeram atrocidades imperdoáveis contra outros seres humanos", disse Jones.
Nascida em 1933, na então Tchecoslováquia e hoje Hungria, Alice Ginsburg foi deportada em 1944 para Auschwitz, onde quase morreu "de fome e devido ao trabalho forçado". Ela chegou aos Estados Unidos dois anos após a libertação do campo.
"Era a desumanidade do homem contra o homem. Por que tanto ódio, quando os judeus não tinham feito nada? Por que assassinar 1,5 milhão de crianças?", questionou Alice.
Oitenta anos depois de sobreviver ao ódio antissemita, essa nova-iorquina se preocupa com "os negacionistas do Holocausto, uma nova forma de antissemitismo", assim como Jerry Lindenstraus, nascido na Alemanha no começo da década de 1930 e radicado em Nova York em 1953, após um exílio em Xangai e na América do Sul.
Lindenstraus quer que suas memórias sirvam "para que nunca esqueçamos o que aconteceu", principalmente os jovens estudantes que "não têm nem ideia".
"Nossa responsabilidade compartilhada e obrigação moral é honrar os 6 milhões de judeus que foram tirados de nós e as muitíssimas outras vidas que foram transformadas para sempre pelos horrores do Holocausto", ressaltou Bruce Ratner, presidente do MJH. "Temos que garantir que essas lições sejam sempre lembradas, e que transmitimos para a próxima geração uma parte da História, comprometidos em lembrar que os dias mais sombrios possíveis aconteceram e que não os esqueceremos."
O.Ignatyev--CPN